Depressão aumenta com a longevidade

31/01/2018 21:13 | Última Atualização: 31/01/2018 21:18
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Frustração, decepção, desestímulo, insegurança pessoal, perda de autoconfiança e pensamentos sobre a morte. Estes são os sintomas mais freqüentes da depressão segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A instituição calcula que cerca de 121 milhões de pessoas sofrem desta doença em todo o mundo.

Para a OMS, uma das causas principais da incidência da depressão é a crescente expectativa de vida. “Os anciãos ficam doentes com mais freqüência e têm de reagir a mais perdas, como a morte do parceiro ou de um filho” atesta o psicanalista Harmut Radebold.

Na terceira idade a situação se complica, pois os idosos lidam com a redução da capacidade visual, auditiva e sexual. Doenças e dependências para a sua higiene pessoal os afetam seriamente, e a falta de uma ocupação faz com que tenham tempo de sobra para pensar em sua situação, o que pode estimular pensamentos negativos.

A depressão em linhas gerais

São várias as causas do número crescente de depressivos. O mundo ficou mais complexo e exigente, ao mesmo tempo em que as pessoas se tornaram mais abertas ao diálogo.

“Atualmente, muito mais pessoas falam dos males de sua alma, contribuindo com as estatísticas” esclareceu o professor de psicologia da Universidade de Tübingen, Martin Hautzinger.

Segundo o especialista alemão, conseqüências de crises, como desemprego e conflitos sociais também contribuem para o agravamento da situação.

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